segunda-feira, 29 de março de 2010

A vida no mundo dos oceanos


A pessoa talvez fique imaginando como qualquer forma determinada de vida marinha possa evitar a extinção em face de todos os seus predadores. Mas os vários tipos de vida marinha têm diferentes meios de sobreviver como espécie. Um modo é pela reprodução superprolífica. A diminuta diatomácea, a mais numerosa das plantas microscópicas, poderá ter um bilhão de descendentes em um só mês. O hadoque deposita até nove milhões de ovos de uma só vez. A ostra deposita até 500 milhões de ovos por ano. Um bilhão de cavalas ao largo da praia sul do Cabo Cod produzem calculadamente 64 trilhões de ovos durante a época da reprodução. Os ovos e os peixinhos e outros animais marinhos são rapidamente engolidos por inteira hoste de predadores de todo tipo. No caso das cavalas, calcula-se que, de um milhão de ovos, apenas de um a dez peixes sobrevivem até à idade madura. A taxa de mortalidade situa-se entre 99,98 e 99,99 por cento. Todavia, há abundância de cavalas, hadoques e ostras. O mesmo se dá com muitos outros animais, tais como os mexilhões, os camarões, etc. É só o predador homem que tende a desequilibrar os assuntos e que ameaça destruir espécies inteiras.


Outros peixes, ao invés de dependerem inteiramente de números, protegem seus ovos ou os peixinhos. No caso de alguns tubarões, os ovos são chocados e os peixes recém-nascidos vivem por certo tempo nas partes traseiras da mãe. Alguns peixes prendem seus ovos às rochas, às plantas, etc.; alguns os ocultam com espumas e membranas. Em outras espécies, o macho leva os ovos na boca ou numa bolsa (como faz o cavalo marinho) até que sejam chocados. Amiúde, contudo, os filhotes cuidam de si mesmos depois de chocados. Mas, o golfinho, um mamífero, continua a guardar seu filhote dos inimigos.


O pepino-do-mar (holotúria) talvez tenha o método mais estranho de proteção. Quando em perigo, simplesmente expele seus intestinos. Evidentemente o faminto predador prefere alimentar-se dos intestinos ao invés do saco coriáceo, sem sabor, que sobra. Daí, o “saco vazio” produz novos intestinos. Células urticantes ajudam os animais mais estáticos ou parados, tais como a medusa, a afastar seus inimigos. Outros dependem da velocidade, da esperteza, do tamanho ou da força. Algumas lulas do mar profundo possuem ímpar aparelho protetor. Lançam uma nuvem luminosa para cobrir sua retirada. Outros peixes emitem fortes raios de luz para desviar os predadores de seu alvo ou “cegá-los” temporariamente.



Visto que praticamente todos os animais marinhos enfrentam predadores que procuram caçá-los, empregam comumente a camuflagem. O peixe-borboleta, por exemplo, dispõe duma mancha de olho no corpo para desviar o atacante da cabeça. As costas dos peixes de mar aberto são verdes ou pretas porque o mar, visto de cima, tem tal aparência. Mas, olhando-se de baixo, a superfície do oceano parece prateada ou esbranquiçada. Correspondentemente, o lado de baixo da maioria dos peixes tem essa cor.









No mundo dos oceanos, onde a visão se limita a uma distância de cerca de trinta metros, e onde o meio ao redor é muito mais pesado do que ó ar, os seres marinhos possuem equipamento que os animais terrestres não possuem. Um deles é um “sexto sentido”, possuído pela maioria dos peixes que nadam rápido. Este consiste em sistema longitudinal de canais que vão da cabeça à cauda, chamado de “linha lateral”. Habilita os peixes a sentir até mesmo ligeiras mudanças nas pressões externas. Desta forma, milhares de peixes num “cardume” podem permanecer juntos e mover-se em perfeito uníssono, mudando rápido de direção como um só corpo. Também, a uma distância e tanto, são avisados dos inimigos que se aproximam. Por meio deste sentido, também podem evitar chocar-se com obstáculos, tais como a parede de vidro dum aquário.















quinta-feira, 25 de março de 2010

Criaturas dos oceanos

terça-feira, 23 de março de 2010

A vida no mundo dos oceanos


O oceano é verdadeiro reservatório de vida. Não só a sua superfície ocupa mais de 70 por cento da área terrestre, mas sua tremenda profundeza, tendo em média bem mais de três quilômetros, o torna um mundo de enorme capacidade, tendo muitos níveis por todo o seu domínio.



Encontra-se vida em qualquer parte do oceano, em qualquer profundidade. Ao longo de suas praias, pulula de vida intensamente ativa. Num nível inferior, na plataforma continental, a vida também é muito ativa. Mais para fora, nos altos mares, a maior parte da vida existe nos níveis mais superiores, próximos à superfície. Mas, mesmo nas profundezas abissais das mais profundas fossas há vida, realizando sua parte no sistema ecológico do oceano.

Obviamente os incontáveis bilhões de animais marinhos exigem espantosa quantidade de alimento. Você já pensou de onde os seres dos oceanos tiram o seu alimento? Embora haja grandes quantidades de algas marinhas, tais como no Mar de Sargaços, não é de jeito nenhum a principal fonte alimentar. As algas marinhas cumprem pequeníssima parte. Na realidade, mais de 90 por cento da matéria orgânica básica que edifica e nutre toda vida marinha é sintetizada nas camadas iluminadas dos altos mares pelas muitas variedades de “fitoplancto”.


Os fitoplanctos são plantas microscópicas que flutuam perto da superfície, onde podem utilizar a luz solar. Precisam ter luz para efetuar seu trabalho e viver, exatamente como a maioria das plantas terrestres necessitam da luz solar. Os fitoplanctos fabricam alimento pela fotossíntese, processo que utiliza energia da luz solar para converter os nutrientes minerais do oceano em alimento. Isto é vital para os animais, visto não poderem sintetizar seu próprio alimento.



Assim, da mesma forma que a vegetação terrestre fornece alimento básico para todos os animais terrestres, a vida vegetal constitui o alicerce alimentar dos habitantes dos oceanos






Grandes camadas de fitoplanctos vagueiam pelos oceanos, usualmente sendo mais densas onde “upwellings” (ressurgências) trazem nutrientes minerais do leito oceânico, ou onde correntes transportam tal alimento. Os principais comedores do fitoplancto são pequenos animais chamados “zooplanctos”. Estes mergulham abaixo da superfície a uma profundidade, de 300 a 1.200 metros, durante o dia, e sobem de novo à noite para empenhar-se numa frenética alimentação. Outros pequenos peixes que comem o fitoplancto, e alguns que comem o zooplancto, acompanham este exército migratório, todos juntos formando o que é conhecido como “deep scattering layer” (profunda camada de espalhamento). Tão grossa é que, nos primeiros tempos do uso de sonares medidores de profundidades, esta camada era frequentemente confundida com o leito do oceano, resultando em inexatidões nas cartas do leito dos oceanos. Durante o tempo de guerra, submarinos se abrigavam abaixo da “deep scattering layer”, ficando a salvo de ser detectados pelo sonar dos destróieres.










Os “néctons” (significando “nadadores”) comem os zooplanctos. Estes predadores incluem milhares de variedades de peixes. Na “pirâmide” alimentar, cerca de 1.000 quilos de plantas oceânicas (a base na pirâmide) sustentam 100 quilos de animais que comem plantas (a próxima camada da pirâmide). Estes, por sua vez, produzem 10 quilos de animais marinhos que comem carne. Por fim, 10 quilos de peixe constituirão cerca de um quilo de carne humana. Para suprir o mercado de 10 quilos de peixe, portanto, é preciso que o oceano forneça 1.000 quilos de “forragem” microscópica de plancto.









Pode-se ter alguma idéia da monumental tarefa realizada pelo oceano em produzir alimento quando consideramos que as focas que usam as Ilhas Pribilof no Mar de Bering como local de reprodução — somente tais focas — consomem cerca de três e meio bilhões de toneladas de peixes por ano. Que fonte abundante de alimento é o oceano.





sexta-feira, 19 de março de 2010

Qual o lugar mais profundo da Terra?

O local mais profundo da Terra é o Challenger Deep um abismo na Fossa das Marianas, no Pacífico, a suodeste de Guam. Sua profundidade chega a cerca de 11.000 metros. Se o monte Everest fosse colocado nesse abismo ficaria mais de um quilômetro e meio abaixo da superfície das águas.
A pressão no oceano aumenta cerca de 1 quilo por centímetro quadrado para cada 10 metros de profundidade. Se um humano tentasse mergulhar até o fundo do Challenger Deep, a pressão naquelas profundezas seria de 1,13 toneladas sobre cada centímetro quadrado de seu corpo. Um humano, acostumado a um quilograma por centímetro quadrado em nossa atmosfera, ficaria esmagado muito antes de alcançar o leito oceânico.

quinta-feira, 18 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

O rio que corre em sentido contrário


O RIO Mekong serpenteia por seis países asiáticos sustentando cerca de 100 milhões de pessoas de aproximadamente 100 grupos étnicos e nativos.Estendendo-se por 4.350 quilômetros, ele é a via navegável mais longa do Sudeste Asiático. E visto que passa por diversos países, o rio tem muitos nomes; o mais conhecido desses é Mekong, uma contração do nome tailandês Mae Nam Khong.
O Mekong nasce no alto do Himalaia e de lá irrompe cheio de vida e vigor, descendo pelas encostas das montanhas, formando torrentes que atravessam profundos desfiladeiros. Quando o rio deixa a China, onde é chamado de Lancang, já percorreu quase metade de toda a sua extensão, num impressionante declive de 4.500 metros. No restante do percurso, o declive do rio é de apenas 500 metros. Por isso, nessa parte do rio as águas correm de forma mais tranqüila. Quando sai da China, o rio forma a fronteira entre Mianmar e o Laos e uma boa parte da fronteira entre o Laos e a Tailândia. Ele se divide no Camboja e flui para o Vietnã em dois braços que se ramificam e deságuam no mar da China Meridional.





A bacia do Mekong é uma das mais ricas áreas de biodiversidade do mundo. Somente a Amazônia possui um elevado nível de biodiversidade. Embora a Amazônia tem maior biodiversidade do rio Mekong tem mais biodiversidade por unidade de área.




Mais de 1200 espécies de peixes foram identificadas e estima-se que esse número passa chegar a 1700.






A água do rio Mekong alimenta grandes extensões de florestas e áreas úmidas que produzem materiais de construção, medicamentos e alimentos, fornece habitats para milhares de espécies de plantas e animais terrestres e suporta a grande captura da pesca





Onde o rio corre em sentido contrário.
Você acha isso impossível?
Se acha, provavelmente vai mudar de idéia depois de visitar o Camboja na época das monções, ou estação chuvosa.
Todos os dias, de meados de maio a fins de outubro, o céu que amanhece claro vai escurecendo, e ao entardecer chove bastante. A água corre sobre o solo seco e poeirento, e os rios transbordam.




Quando o majestoso rio Mekong encontra o rio Tonle Sap as águas se misturam. Mas logo se dividem em dois rios: o Mekong propriamente dito e o Bassac. Eles continuam a correr para o sul, cruzam o Vietnã e formam o gigante delta do Mekong.Logo após o início da estação chuvosa, as áreas mais baixas do delta são inundadas, enchendo os afluentes que ficam secos em algumas épocas do ano. Ao continuarem as chuvas de monção, as águas do rio Tonle Sap se acumulam, e ele passa a correr para o norte, em vez de seguir seu curso normal para o sul. Assim, o rio inundado corre em sentido contrário até desaguar no lago Tonle Sap


Esse lago fica numa planície a cerca de 100 quilômetros de Phnom Penh, capital do Camboja. Durante a estação seca, o lago tem uns 3 mil quilômetros quadrados. Na estação úmida, porém, ele aumenta de 4 a 5 vezes, tornando-se a maior concentração de água doce do Sudeste Asiático.
Regiões com arrozais, estradas, árvores e povoados ficam então alagadas. Pescadores com barcos que antes flutuavam em águas de apenas 1 metro de profundidade agora navegam acima da copa de árvores de até 10 metros de altura.

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